Homofobia, essa desnatureza




Um adolescente dos Estados Unidos finalmente cria coragem para contar à sua mãe um segredo que escondeu a vida inteira. Ao falar para a mãe que ele é gay, o garoto esperava preconceito de todos, só não imaginava que sua própria mãe também tomaria uma atitude radical: renegá-lo como filho e expulsá-lo de casa.

Mas, por sorte, o garoto podia contar com seu avô. Que não apenas acolheu o neto com todo amor e carinho, como ainda escreveu uma carta para a mãe dele, sua própria filha, expressando sua opinião sobre a atitude dela. A carta se espalhou pela Internet. E ao lê-la não é difícil de entender porque.

A carta foi publicada pela empresa de FCKH8, uma empresa  que vende camisetas e acessórios que apresentam slogans com um tema de justiça social. O texto da missiva é o seguinte:

Cara Christine,

Você me desapontou como filha. Você está certa sobre termos uma “vergonha na família”, mas errou sobre qual.

Expulsar seu filho de sua casa simplesmente porque ele disse a você que era gay é a verdadeira “abominação”. Uma mãe abandonar o filho é que “é contra a natureza”.

A única coisa inteligente que ouvi você dizer sobre tudo isso é que “não criou seu filho para ser gay”. Claro que não criou. Ele nasceu assim e escolheu isso tanto quanto escolheu ser canhoto. Você, entretanto, fez a escolha de ser ofensiva, mente-fechada e retrógrada. Então, já que esse é um momento de abandonarmos filhos, acho que chegou a hora de dizer adeus a você. Sei que tenho um fabuloso (como os gays dizem) neto para criar e não tenho tempo para uma filha que é uma b. sem coração.

Se encontrar o seu coração, ligue pra gente.

Papai



Anos depois desse desgraçado -e belo- episódio outro jovem americano teve que encarar -como acontece diariamente com outros milhares de garotas e garotos- uma instância similar. Aos 20 anos, Leah Hintz resolveu assumir a transexualidade em todos os círculos da sua vida. A estudante de antropologia da Flórida só precisava de coragem para contar que agora se assume como uma mulher para duas das pessoas mais queridas: sua avó de 86 anos e seu pai.

A resposta da vovó foi a seguinte: "Você sempre foi tão gentil e sensível. Agora percebo feminilidade nessas memórias. Tenho muito orgulho por reconhecer quem você é e por viver seu verdadeiro eu. Você é uma linda mulher e não importa o que você se tornar, eu te amo".

A conversa com o pai foi assim:
- Pai...preciso te falar uma coisa
- Claro..o quê?
- Eu sou trans
- E o que isso quer dizer?
- Quer dizer que sou uma mulher
- Ah, bem, eu já tinha percebido. E sua maquiagem está bonita
- Então você consegue me ver como uma mulher?
- Claro, você é minha criança e eu te amo. Amar você significa te apoiar, mesmo que seja um aprendizado para mim
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Atualmente, ainda existe muita descriminação. Muitos homossexuais por todo o mundo são alvo de insultos, de olhares desaprovadores e, em casos extremos, de violência e até de assassinatos. E o que contam essas duas histórias é que essa discriminação começa no seio da própria família e que é no seio da família onde pode estar a solução. Porque até que não estejamos dispostos a amar incondicionalmente aos seres mais próximos para assim poder compreendê-los e aceitá-los, estes terão pela frente uma tarefa árdua e dolorosa para se insertar na sociedade sendo o que eles são.

Toda homofobia começa em casa e é em casa onde deverá ser suprimida para ela não existir em lugar nenhum. E a única ferramenta para isso é o amor.v

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